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> data-urlencoded-name="ineffable-n" class="grid permalink display-related-posts">Fico sem graça quando me olha de maneira tão pura e verdadeira. Tenho certeza de que é a coisa mais bela do meu dia.
Com ardor, John.
Eu estou fraca, desgastada, cansada e não tenho forças. Sinto-me incapaz e profundamente dramática. Não acho mais nada bom, nada me satisfaz e não sinto-me feliz com qualquer demonstração de afeto que fazem para mim. Parece que alguém ou algo arrancou meu melhor e não tenho mais nada para dar a ninguém, nem para mim mesmo. Estou totalmente estressada, irrito-me por qualquer coisa. Estou realmente decepcionada comigo, e tantos livros de auto-ajuda tenho lido, mas nenhum me faz acreditar realmente. Tenho vontade de pedir socorro, vontade de sair correndo, fugir de tudo, para uma longa viagem e quando voltar, minha vida inteira estivesse organizada. Quero ter a fé e a esperança que acho que nunca tive e poder fazer tudo certo. Mas nem tudo sai certo mesmo, sempre falho em algo e acabo decepcionando. Não dou mais orgulho a ninguém, nem a mim mesma. Não sou nada, não tenho talento algum. Sou completamente fracassada. E só eu sei como tenho resistido a sofrer e me dar por derrotada, mas eu não aguento mais. Não consigo me dar por inteiro, sempre ando com um pé atrás, não confio em ninguém. Não me reconheço, eu estou mais madura, e mais cansada ainda do que pude aguentar. Eu sou nova e tenho vida inteira pela frente, e tudo o que quero agora neste momento é nunca perder a chance de comemorar minhas vitórias e esquecer minhas derrotas, é não perder gosto pelo pequeno do mundo, pelo simples e pelo digno, não perder esperança, não perder os poucos amigos que tenho e suportar e aprender a lidar com defeitos deles. Valorizar minhas oportunidades e minhas qualidades, encontrar algo bom em mim, e encontrar algo bom em outros, não vê-los com ódio nem qualquer outro sentimento que me leve a fazer maldades quando perder a cabeça, que me traga depois arrependimento e consequências para sempre. Quero não me arrepender de nada feito, e ter orgulho do que consigo fazer. Quero me sentir novamente feliz, se é que algum dia realmente fui. Quero felicidade duradoura, pode ser de apenas alguns dias, mas nada passageiro do tipo graça que acho em piada fajuta. Quero me reanimar e encontrar inspiração e motivos para continuar. Quero fazer novos planos, novas metas e nunca perder o foco. Quero não ter vergonha de meus sentimentos, e saber que tudo vai passar e que vou superar. Quero terminar este texto e depois correr atrás de realizar pelo menos algo do que disse aqui, e depois sentir orgulho de mim mesma. E se não conseguir, ter orgulho de tentar novamente.
a solidão me adverte:
tu olhas pra todo canto
mas só em mim encontra conforto,
só as minhas palavras te divertem.
e eu nego cada sussurro,
como uma criança que chora
sem entender uma palavra,
desmancho o ar em suspiros que furam
o meu peito.
rastejo, e ela rasteja atrás.
pra onde é que olharei?
a solidão diz:
“sei que não tens medo
e se deita ao relento
sob minhas pernas;
sei que me tens como vento
assim mesmo quando tu dizes
que és o vento!
então, não cuspa contra mim,
porque o tempo
te cuspirá de volta.
aceite minha companhia
e assista o nosso indelicado fim.”
h.